27 de jul de 2011

Festival de Música transforma a cidade no mês de julho

Dominguinhos visitou A CASA DE EXU, exposição que recria o ambiente onde viveu Luiz Gonzaga, o músico homenageado pelo evento neste ano. Foto: Renato Seixas.
Não é fácil fazer um balanço do Festival de Música que terminou no último sábado, realizado pela Prefeitura de Ourinhos. Se formos quantificar o público que lotou o Teatro Municipal todas as noites, que visitou exposições e atividades no Centro Cultural ou que freqüentou as “canjas” teremos um número bastante significativo, próximo de 10 mil pessoas. Se a este total somarmos o número de alunos inscritos nos 41 cursos, (cerca de 700, sendo quatro estrangeiros), os que acompanharam as apresentações no Centro de Convivência, igrejas, encontros informais nos bares da cidade ou quantos ficaram em casa acompanhando pela TV, seria bem fácil dizer que o evento foi um sucesso, já que o número de pessoas que se beneficiaram chega próximo dos 40 mil.
   
Porém, uma análise longe da matemática chega a outros resultados difíceis de quantificar. Como se mede o grau de felicidade ou de satisfação das pessoas? E a qualidade? Como se explica o tal clima contagiante da semana? A equipe que organizou o Festival, composta por funcionários públicos municipais, recebeu muitos elogios. Responsáveis pela carinhosa recepção trabalharam de forma organizada e competente, somando com atitudes que não se medem em números, mas são percebidas por todos de maneira positiva.  O contato com músicos que vem de tão longe para estudar ou ensinar sentindo prazer no que fazem contagia quem está perto, e esse estado de ânimo contribui para que o “clima” durante a semana do Festival seja venturoso.
Hermeto Pascoal e Grupo abriram "sessão extra" e fizeram um segundo show para o público que aguardava ansioso do lado de fora do teatro.
O Festival apresentou uma programação artística que contemplou públicos diferentes, já que este é o Ano da Diversidade Cultural, segundo proposta da Secretaria Municipal de Cultura. Assim, Edmundo Villani-Cortes, Hermeto Pascoal e Dominguinhos foram saudados pela música de qualidade que produzem independente do gênero ou outras classificações que separam as pessoas e a arte que produzem.   
A escolha do músico homenageado, Luiz Gonzaga, e a proposta de se trabalhar a cultura nordestina fez com que a 11ª edição do Festival parecesse mais popular, mais próxima das pessoas. O público agradeceu participando, cantando junto com os artistas, se reconhecendo em diversas situações, feliz pela chance de conviver e criar.

Enfim, a importância do Festival de Música para a educação musical brasileira é incontestável, contribuindo para a formação de público e transformando-se em oportunidade de estudo, pesquisa e congraçamento entre pessoas de todas as idades.

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