16 de jul de 2009

Festival de Música: obra de muitos artífices

Por Valdir Grandini - Dentinho
Foto: Tatiana Oliveira


Quarta-feira, dia 16 de julho, 18h. Mais de 60 pessoas ocupam o Auditório do Centro Cultural Tom Jobim. Enquanto se acomodam nas cadeiras, conversam intensamente e o assunto não é outro senão o motivo da reunião: dividir as tarefas e responsabilidades pela logística do IX Festival de Música, com início marcado para nem quatro dias depois, na manhã de domingo.

Só acompanhando a reunião é que se tem idéia de quanto trabalho envolve uma ação cultural desse porte e que ninguém vê quando participa dos concertos ou dos cursos que são ofertados. Na reunião, estavam funcionários públicos da cultura, vindos da sede administrativa da Secretaria, da Biblioteca, do Museu, do Centro de Convivência Benedicto da Silva Eloy e integrantes das escolas de música e bailado.

Os participantes da reunião se dividiram em seis comissões, encarregadas de diferentes tarefas de infraestrutura. A Comissão Administrativa movimenta o coração das atividades, cuidando do transporte dos participantes, das hospedagens nos hotéis e almoços nos restaurantes, das finanças, do atendimento aos professores e da assessoria de imprensa. Uma Comissão de Logística acompanha a equipe de contra-regras, equipamentos de som e outros, provendo os cursos e os concertos. Cuidar da instalação e funcionamento dos palcos nas praças e igrejas é o trabalho específico de outra comissão e, por fim, três comissões são formadas para cuidar das coisas nos alojamentos que vão acomodar os mais de 700 participantes inscritos, incluindo recepção, limpeza, segurança e café da manhã. São três grandes alojamentos, na Escola Municipal Adelaide Pedroso Racanello, na Escola Municipal Miguel Farah e no Colégio Estadual Domingos Camerlingo Caló.

Enquanto a Secretária de Cultura e Diretora Artística do Festival, Neusa Fleury Moraes, fala das responsabilidades de cada equipe, uma funcionária pergunta sobre como deveria ser montada a banca onde vão ser expostos e comercializados CDs, DVDs, revistas e folders de música vindos de muitos cantos do Brasil. “Confio totalmente na capacidade de vocês para decidir isso”, responde Neusa, deixando claro a necessidade de todos terem iniciativa. Por outro lado, o violonista e professor de música, Gilson Antunes, que divide com Neusa Fleury a Direção Artística do Festival, chama a atenção para a responsabilidade de todos: “Nosso festival se tornou uma referência. Vamos receber aqui músicos de todo Brasil, alguns dos quais reconhecidos como os melhores em sua arte. Temos que estar atentos, ouvir o que nos dizem e procurar atender as necessidades, fazendo tudo da melhor forma possível. Vamos procurar acertar em tudo!”, afirma, convicto.

A reunião é rápida e objetiva na divisão das tarefas. As pessoas já sabem que a empreitada exige esforços concentrados, mas é compensadora para a cidade. Ourinhos vai ser comentada e farão o possível para que seja elogiada pelo festival, ainda mais que nos anos anteriores. Não dá para esquecer que desde o início do ano os funcionários já discutiram as diretrizes de gestão cultural denominada de VivOurinhos numa reunião geral de servidores, em várias reuniões por setor e no Fórum de Cultura, em abril. Quanto mais são ouvidos, mais se envolvem no trabalho a ser feito.

Não só na reunião sentimos o trabalho intenso em torno do festival. No Teatro Miguel Cury, artistas plásticos e marceneiros serram, pintam e parafusam a ambientação da entrada, tendo a obra do sambista Paulinho da Viola como tema. No Estádio do Clube Atlético Ourinhense eletricistas esticam cabos, trabalhadores pintam as arquibancadas e o palco que vai receber o grande concerto da Osesp começa a ser montado. Cartazes estão espalhados nas lojas, bares, mercados e repartições. Jornais e emissoras de rádio divulgam o evento. A cidade vive uma sinergia. Que venha o festival. Estamos preparados.

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