27 de mai de 2009

Imóveis da Rede Ferroviária estão em processo de tombamento

Conhecidas como “casas dos ingleses”, duas casas localizadas na av. Rodrigues Alves estão sendo tombadas pela Comissão Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico. Do conjunto de casas que serviram como moradia para engenheiros que se fixaram em Ourinhos durante a instalação da Ferrovia São Paulo-Paraná, ainda restam três, e duas delas (a de número 179 e a casa localizada na esquina da av. Rodrigues Alves e travessa Engº Frontim) estão sendo tombadas. O pedido de tombamento foi assinado pelo empresário Eduardo Luiz Bicudo Ferraro, e a comissão imediatamente deu início ao processo de tombamento, que encontra-se em fase final. Apesar da cidade não ter tradição em preservar o seu patrimônio arquitetônico, isso não foi argumento que impedisse a ação da comissão formada por representantes do poder público e da sociedade civil, e presidida pela Secretária de Cultura, Neusa Fleury. A ferrovia teve uma importância incontestável na economia da região e do país, facilitando o escoamento de cargas e contribuindo para o crescimento de municípios que se instalaram ao longo de seu leito. Com a extinção da Rede Ferroviária Federal, os imóveis foram repassados ao patrimônio da União e alguns municípios tentam reverter o processo de abandono e sucateamento. O prefeito Toshio Misato solicitou à Gerência Regional da União a cessão para o município dos dois imóveis, além de toda a área do antigo Campo do Ferroviário. Para Neusa Fleury, “é necessária a preservação da paisagem ferroviária, como forma de preservação de um patrimônio histórico e cultural. São casas de alvenaria, que ainda ostentam na fachada o número de registro e o brasão da RFFSA. São raridades em uma paisagem ferroviária quase em extinção”. O tombamento é um procedimento que busca preservar bens de reconhecido valor histórico, arquitetônico ou cultural, impedindo a sua descaracterização, ou mesmo sua destruição.

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