21 de set de 2010

Confirmada Oficina com Rodrigo Grota no 6º CURTA OURINHOS - CINEMA e LITERATURA

A Oficina de Roteiro Cinematográfico vai acontecer nos dias 22 e 23 de outubro. Nesse curso o aluno terá contato com teorias e formas práticas de criação de um roteiro a partir da leitura de textos, exibição de trechos de filmes e exercícios práticos. "O objetivo é que os alunos de Ourinhos saiam do curso com um roteiro finalizado de curta-metragem, algo entre quatro e dez páginas em média. Já que o roteiro cinematográfico costuma ser a peça inicial do processo de realização de um filme, a oficina pode estimular ainda mais a produção local de curtas", comenta o cineasta.

Grota é o diretor de Haruo Ohara, o curta-metragem mais premiado no 38º Festival de Cinema de Gramado, realizado de 6 a  14 de agosto. Recebeu cinco prêmios na Competitiva de Curtas Nacionais: melhor filme segundo o júri oficial - (prêmio dividido com o curta "Carreto") melhor direção para Rodrigo Grota; melhor fotografia para Carlos Ebert; melhor filme segundo o júri paralelo formado por estudantes de cinema e, pela terceira vez consecutiva, o Prêmio de Aquisição do Canal Brasil.

Produzido pela Kinoarte com patrocínio do Ministério da Cultura, o curta-metragem encerra a Trilogia do Esquecimento, composta também por Satori Uso (2007) e Booker Pittman (2008), exibidos nas edições anteriores do Curta Ourinhos. Ao todo, os três filmes já somam mais de 20 prêmios entre festivais nacionais e internacionais.

O diretor Rodrigo Grota recebendo um dos kikitos.
O curta-metragem mostra a vida e a obra do imigrante, agricultor e fotógrafo japonês Haruo Ohara (1909-1999). Nascido a 5 de novembro de 1909 na província japonesa de Kochi, ilha de Shikoku, no Japão, Haruo se mudou para a região de Londrina em 1933. Entre 1934 e 1999, paralelamente à sua vida de agricultor, produziu quase 20 mil fotos da cidade, tornando-se uma referência estética e histórica para a memória visual de Londrina. Entre os principais temas de sua fotografia estão a vida no campo, o convívio com a família, a cidade de Londrina e a busca por imagens abstratas, tendência acentuada após a sua mudança para a região central de Londrina em 1951. Por não se considerar um fotógrafo "profissional", Haruo nunca expôs e comercializou suas obras em vida. Em 1998, pouco antes de sua morte, o Filo (Festival Internacional de Londrina) realizou a primeira retrospectiva de sua obra. Em 2000, suas fotos foram o destaque da 3ª Bienal Internacional de Curitiba. Em 2003, sua vida foi narrada na biografia Lavrador de Imagens, de Marcos Losnak e Rogério Ivano. E em 2008 sua obra passou a integrar o acervo do Instituto Moreira Salles.

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